Pensadores da Economia Brasileira

“O primeiro pensador economista brasileiro foi o  soteropolitano José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, que publicou em 1804 a obra Princípios de Economia Política

Roberto Luis Troster

Foi lançado no dia 25 de outubro o livro Pensadores da Economia Brasileira, uma obra coletiva sobre grandes personagens que contribuíram para que o Brasil, apesar dos notórios problemas e obstáculos, atingisse a condição de uma da maiores economias do mundo.

O lançamento marcou a comemoração do primeiro aniversário do Instituto de Inteligência Econômica, um think tank que reúne economistas inquietos e comprometidos com o futuro do Brasil. Profissionais com diferentes trajetórias e afinidades com diversas escolas de pensamento, que decidiram somar forças para oferecer não apenas diagnósticos sólidos, mas também propostas viáveis e caminhos de desenvolvimento sustentável e inclusivo para o País. O lema do Instituto, que ilustra a convicção de seus integrantes, é “o Brasil pode mais”.

Organizado pelos professores Roberto Luis Troster e Luiz Alberto Machado, o livro foi concebido para se chamar Meu economista preferido. Porém, à medida que o projeto foi se desenvolvendo, constatou-se que diversos dos biografados no livro não eram propriamente economistas, embora tenham atuado na gestão da nossa economia ou colaborado para a consolidação da profissão, escrevendo ou promovendo a sua popularização. Alguns porque atuaram numa época em que sequer havia o curso de ciências econômicas em nosso país, como os Viscondes de Cairu e de Itaborahy. Outros por terem formações distintas, como Joaquim Murtinho, médico, Oswaldo Aranha, advogado e diplomata, Roberto Simonsen, engenheiro e empresário, e Joelmir Beting, jornalista.

Diante da impossibilidade de manter o título imaginado inicialmente, foi decidido pelos autores, quase todos integrantes do Instituto de Inteligência Econômica, alterá-lo para Pensadores da Economia Brasileira. Nesse sentido, 28 personalidades, todas já falecidas, foram homenageadas por 27 autores que focalizaram suas biografias e principais aspectos das trajetórias profissionais: Carlos Roberto de Castro escreveu sobre o professor João Paulo de Almeida Magalhães; Celina Martins Ramalho escreveu sobre Oswaldo Aranha; Cláudio Gonçalves dos Santos escreveu sobre Roberto Campos; Eduardo Almeida escreveu sobre seu pai, Rômulo Almeida; Eduardo José Monteiro da Costa escreveu sobre Celso Furtado* e Wilson Cano; Fabiana Delfim escreveu sobre seu pai, Antônio Delfim Netto*; Flávio Saes escreveu sobre Alice Piffer Canabrava; Francisco Prisco Neto escreveu sobre Joelmir Beting; Helga Hoffman escreveu sobre Joaquim Murtinho; Jin Whan Oh escreveu sobre Mário Henrique Simonsen; Junia Rodrigues de Alencar escreveu sobre Carlos Geraldo Langoni; Leda Paulani escreveu sobre Paul Singer;  Luiz Alberto Machado escreveu sobre Celso Furtado*, Eugênio Gudin* e Joaquim José Rodrigues Torres, o Visconde de Itaborahy*; Maílson da Nóvrega escreveu sobre Ernane Galvêas; Marcelo Martinovich escreveu sobre João Paulo dos Reis Velloso; Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos escreveu sobre Isaac Kerstenetzky; Maria Alejandra Madi escreveu sobre Octávio Gouvêa de Bulhões; Maria Lúcia Guardia escreveu sobre seu marido Eduardo Guardia; Mônica Beraldo escreveu sobre Mário Sergio Fernandez Sallorenzo; Nancy Gorgulho Braga escreveu sobre Maria da Conceição Tavares; Odilson Gomes Braz Junior escreveu sobre João Sayad; Paulo Brasil Corrêa de Mello escreveu sobre Armando Dias Mendes; Paulo de Tarso Soares escreveu sobre Ignácio Rangel; Renato Lembe escreveu sobre Eugênio Gudin* e Joaquim José Rodrigues Torres, o Visconde de Itaborahy*; Roberto Luis Troster escreveu sobre José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu e Antônio Delfim Netto*;  Roberto Macedo escreveu sobre Affonso Celso Pastore; e Vera Martins da Silva escreveu sobre Roberto Simonsen.

Por se tratar de uma fantástica viagem pela história econômica do Brasil, contemplando personagens que se destacaram do Império até nossos dias, recomendo vigorosamente a leitura de Pensadores da Economia Brasileira.

 

* Coautoria.